Compartilhar, , Google Plus, Pinterest,

Informando para prevenir: saiba como ajudar efetivamente quem precisa!

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 800 mil pessoas morrem por suicídio todos os anos. Atualmente, o suicídio é apontado mundialmente como a segunda principal causa de morte entre os jovens na faixa etária de 15 a 29 anos. No Brasil são quase 12 mil casos por ano e o país já é considerado o quarto país latino-americano com o maior crescimento no número de suicídios.

Criada em 2015 pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), a campanha Setembro Amarelo tem como principal objetivo chamar atenção para o tema e simbolizar o compromisso com a vida conscientizando a população, em busca de reverter esse quadro nacional.

Anualmente, durante o mês de setembro são divulgados, pelas três instituições responsáveis, informações que podem ajudar a sociedade a desmistificar a cultura e o tabu em torno do tema, além de auxiliar os médicos a identificar, tratar e instruir seus pacientes.

Cerca de 96,8% dos casos de suicídio estavam relacionados a transtornos mentais. Em primeiro lugar está a depressão, seguida do transtorno bipolar e ao abuso de substâncias. Visando a redução desses números alarmantes, a campanha Setembro Amarelo busca conscientizar a população sobre a importância da identificação e tratamento corretos das doenças mentais.

É importante conseguir identificar esses sintomas e pedir ajuda, mas é ainda mais importante que familiares, amigos e pessoas que convivem no trabalho ou na escola, observem umas às outras. É preciso estar alerta aos menores sinais de depressão, transtornos de humor ou psicológicos, pois a rápida identificação dos sintomas é fundamental para a realização de um tratamento adequado e para a prevenção de um possível quadro suicida.

– Como ajudar

– Observe as mudanças de comportamento das pessoas de seu convívio;
– Ofereça ajuda, sempre que estiver ao seu alcance fazê-lo;
– Converse abertamente mesmo sobre temas tabus;
– Procure ouvi-lo atentamente;
– Evite menosprezar dores e mágoas que você não compreende;
– Não diga que um trauma não importa, pois importa muito;
– Tente sempre compreender os sentimentos dessa pessoa;
– Demonstre respeito pelas opiniões dela;
– Expresse sua preocupação, seu cuidado e afeição para com ela;
– Procure conversar com a família, amigos e forme uma rede de apoio para essa pessoa;
– Caso a pessoa tenha acesso a métodos suicidas, como armas e remédios, remova-os imediatamente;
– Procure um profissional capacitado para ser orientado;
– Oriente e ajude a buscar ajuda na rede de saúde mental de sua comunidade e/ou outros equipamentos e órgãos; CAPS, Posto de saúde, Clínica-escolar, CVV, ONGs e etc.

Busque ajuda. Falar é fundamental!

Se você está passando por alguma dessas situações, no site do CVV é possível localizar os endereços dos pontos de atendimento do Centro de Valorização da Vida. Também é possível, através do site da CVV, enviar e-mails ou bater um papo no chat, de forma anônima, com um dos mais de 3.000 voluntários espalhados pelo Brasil.

Através do telefone 188 você pode ser atendido e, de forma gratuita, receber orientações ou pedir ajuda sempre quando sentir que é necessário. Se você não está passando por nenhuma dessas situações, mas conhece alguém que está e precisa de ajuda, não deixe de acessar o site oficial da campanha Setembro Amarelo. Nele você encontra informações detalhadas e orientações sobre como ajudar efetivamente quem precisa de você.

Fontes: https://www.setembroamarelo.com/
https://portal.cfm.org.br/
https://www.cvv.org.br/
https://www.abp.org.br/

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.